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Governo do RS e Sulgás anuncia investimento recorde em 2026

O Governo do RS e a Sulgás anunciaram o maior investimento da história da companhia para 2026: R$ 163,7 milhões. O plano foca na expansão de gasodutos para os Vales do Taquari e Rio Pardo e no avanço do biometano. Acesse e saiba mais.

Heleno Quevedo
Heleno Quevedo
Publicado em 23 de jun, 2026
Governo do RS e Sulgás anuncia investimento recorde em 2026
Sulgás planeja investir R$ 163,7 milhões em 2026, o maior volume de sua história, para ampliar acesso dos gaúchos ao gás natural - Foto: Vitor Rosa/Secom

Sulgás e Governo do RS selam o maior aporte da história da companhia para impulsionar a economia e o "gás verde"

O plano de investimentos da Sulgás para 2026, oficializado no Palácio Piratini, consolida o maior volume de recursos aplicados em um único ano na história da distribuidora: R$ 163,7 milhões. O montante recorde tem como objetivo expandir a rede de gasodutos, interiorizar o fornecimento e acelerar a transição para combustíveis renováveis no Rio Grande do Sul.

 

Durante o anúncio, o governador Eduardo Leite e executivos da empresa demonstraram como o balanço atual reflete a transformação da companhia desde a sua privatização.

O salto operacional: 2021 versus 2026

Sem a utilização de tabelas comparativas, os números do plano traçam um contraste direto entre o último ano da Sulgás sob gestão estatal (2021) e as metas para o final de 2026:

  • Capacidade de investimento: O aporte de R$ 163,7 milhões planejado para 2026 quase quadruplica os R$ 46 milhões que foram investidos pela empresa em 2021.
  • Expansão de público: A base da distribuidora passará de 69 mil consumidores atendidos em 2021 para a projeção de 122 mil clientes em 2026, representando um crescimento de 76%.
  • Malha canalizada: A rede de distribuição saltará dos 1.377 km do período pré-privatização para 1.671 km construídos, traduzindo um avanço físico de 21%.

 

Interiorização e socorro à economia

O grande marco de engenharia do projeto é o início da ligação dos gasodutos rumo aos Vales do Taquari e do Rio Pardo, classificada como a maior obra de expansão da história da Sulgás:

  • O traçado erguerá 190 km de rede subterrânea ligando o polo de Triunfo e Charqueadas até as cidades de Lajeado e Santa Cruz do Sul.
  • As obras têm previsão de início para novembro de 2026 e se estenderão por um horizonte de sete a dez anos.
  • Estrategicamente, a obra leva segurança energética para polos industriais e comerciais duramente castigados pelas enchentes, funcionando como um fôlego vital para a retomada econômica e a atração de novas fábricas.
  • Em paralelo à rota dos Vales, a Sulgás erguerá 84,4 km de dutos convencionais apenas em 2026, distribuídos entre a Região Metropolitana (69,4 km), a Serra Gaúcha (9,3 km) e a Região das Hortênsias (5,7 km).

 

O Rio Grande do Sul como polo de Gás Renovável

No flanco da sustentabilidade, o aporte foca na transição energética através de quatro frentes:

  • Sulgás BioHub: A ser instalado em Esteio, será o primeiro terminal de biometano do RS, com capacidade arquitetada para injetar até 30 mil metros cúbicos de gás renovável por dia na rede.
  • Injeção ativa: Atualmente, a rede da Sulgás já recebe 30 mil metros cúbicos diários de biometano provenientes da usina da Bioo, em Triunfo.
  • Passo Fundo 100% verde: O município receberá 19 km de dutos subterrâneos para abrigar a primeira rede local do Estado abastecida de forma estritamente exclusiva por biometano.
  • Frota pesada: A qualificação do programa Corredores Verdes vai multiplicar as estações de abastecimento rápido de GNV, estimulando o setor de transporte de cargas a trocar o diesel pelo gás natural.

 

O modelo de concessão: agilidade privada e régua pública

O encontro serviu para afinar a narrativa institucional entre o mercado e o Palácio Piratini. O governador Eduardo Leite defendeu que a entrega da Sulgás à iniciativa privada permitiu à empresa dobrar sua base de clientes com uma agilidade inalcançável para o poder público. Contudo, ressaltou: "É um serviço público, operado por uma concessão privada, mas regulado e fiscalizado pelo poder público".

A secretária do Meio Ambiente e Infraestrutura, Marjorie Kauffmann, endossou o raciocínio explicando que a desestatização deu musculatura de caixa à distribuidora sem fazê-la desviar das diretrizes do Estado, uma vez que a expansão segue amarrada à aprovação de planos pela Sema e à fiscalização da Agergs.

Para selar a "licença para operar", o CEO da Sulgás, Marcelo Leite, apresentou um troféu de gestão: a companhia completou quatro anos exatos sem registrar acidentes de trabalho com afastamento, marca que engloba um contingente de 400 colaboradores entre diretos e terceirizados.

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