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São Paulo pode produzir biometano suficiente para abastecer 2,8 milhões de residências em 2026

São Paulo poderá atingir 1 milhão de m³/dia de biometano em 2026, volume capaz de abastecer 2,8 milhões de residências e acelerar a descarbonização do transporte e da indústria no Brasil.

Redação Energia e Biogás
Redação Energia e Biogás
Publicado em 25 de mai, 2026
São Paulo pode produzir biometano suficiente para abastecer 2,8 milhões de residências em 2026
Usina de biometano em Paulínia. Foto: Divulgação Agência SP

São Paulo pode produzir biometano suficiente para abastecer 2,8 milhões de residências em 2026

Estado lidera expansão do biometano no Brasil e projeta capacidade recorde de 1 milhão de m³/dia, impulsionando descarbonização, mobilidade sustentável e economia circular.

 

O estado de São Paulo deve alcançar ainda em 2026 uma capacidade instalada recorde de 1 milhão de metros cúbicos por dia de biometano, consolidando sua posição como principal polo brasileiro do combustível renovável.

Segundo informações divulgadas pela Agência SP, o volume projetado seria suficiente para abastecer integralmente as cerca de 2,8 milhões de residências conectadas à rede de gás canalizado paulista, além de representar aproximadamente 65% de todos os imóveis da capital paulista.

O avanço reforça o protagonismo paulista no setor de biogás e biometano. Atualmente, o estado concentra nove das 19 plantas de biometano em operação no Brasil e possui outras 11 unidades em fase de autorização junto à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis.

Durante evento promovido pela Associação Brasileira do Biogás e pela InvestSP, representantes do governo paulista destacaram que o potencial estimado de produção de biometano no estado pode chegar a 6,4 milhões de m³/dia.

Além do abastecimento residencial, a produção prevista possui forte impacto potencial na descarbonização da mobilidade urbana e logística. A estimativa apresentada pelo governo indica que 1 milhão de m³/dia de biometano equivaleria à substituição de aproximadamente 4 mil ônibus urbanos movidos a diesel.

A expansão do mercado paulista ocorre impulsionada principalmente pelo aproveitamento energético de resíduos agroindustriais e resíduos sólidos urbanos enviados para aterros sanitários. O movimento acompanha uma tendência crescente de integração entre economia circular, gestão de resíduos e transição energética.

Outro destaque apresentado durante o evento foi o avanço regulatório do setor. A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo informou que vem modernizando os procedimentos de licenciamento ambiental para plantas de biometano, reduzindo o tempo médio de aprovação para até 60 dias.

Segundo Allan Cellim da Silva, representante da Cetesb, o biometano pode reduzir em até 99% as emissões de gases de efeito estufa em comparação aos combustíveis fósseis.

O evento também trouxe discussões sobre:

  • expansão da infraestrutura de gasodutos;
  • interconexão de plantas às redes de distribuição;
  • uso do biometano no transporte pesado;
  • produção de combustível sustentável de aviação (SAF);
  • valorização ambiental do digestato e biofertilizantes.

A Natura apresentou sua experiência no uso de biometano em sua operação industrial em Cajamar (SP), enquanto empresas do setor sucroenergético discutiram oportunidades para produção de SAF a partir de resíduos agrícolas.

O cenário reforça a consolidação do biometano como um dos principais vetores da transição energética brasileira, especialmente nos segmentos industriais e de transporte pesado, considerados mais difíceis de eletrificar.

Com crescimento regulatório, ampliação da infraestrutura e novos modelos de negócio, o mercado brasileiro de biometano entra em uma nova fase de expansão, tendo São Paulo como principal vitrine nacional do setor.

 

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